quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

5 ESCRITORAS PARA 2017



Confira 5 obras da lista de recomendações da Estante Virtual para 2017

"Uma seleção para preencher 2017 com histórias contadas por mulheres do mundo todo. As escolhas vão desde mundos fantásticos aos livros de não ficção. Um para cada mês do ano. “Who run the world?/ Girls!" (ESTANTE VIRTUAL)



Outlander - A Viajante do Tempo, por Diana Gabaldon

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743,numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?



A vida que ninguém vê, por Eliane Brum

Uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. Uma cronista à procura do extraordinário contido em cada vida anônima. Uma escritora que mergulha no cotidiano para provar que não existem vidas comuns. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O carregador de malas do aeroporto que nunca voou. O macaco que ao fugir da jaula foi ao bar beber uma cerveja. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. O homem que comia vidro, mas só se machucava com a invisibilidade.

Essas fascinantes histórias da vida real fizeram sucesso no final dos anos 90, quando as crônicas-reportagens eram publicadas na edição de sábado do jornal Zero Hora. Reunidas agora em livro, formam uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa de Eliane Brum e pela agudeza do olhar que a repórter imprime aos seus personagens - todos eles tão extraordinariamente reais que parecem saídos de um livro de ficção.



Vintém de cobre: Meias confissões de Aninha, de Cora Coralina

No tempo do mil-réis, o vintém de cobre era a moeda mais desvaliosa, aquela que mal comprava um doce. Por modéstia e também um pouco por malícia (talvez muita malícia), Cora Coralina batizou com o nome da velha moeda as suas quase memórias, ou meias-confissões, como ela prefere, redigidas em versos. 

É um livro tumultuado, aberrante, da rotina de se fazer e ordenar um livro./ Tumultuado, como foi a vida daquela que o escreveu. Vida tumultuada, cheia de esbarrões do destino que, em vez de provocar desânimo, despertaram no espírito de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas (nome verdadeiro de Cora Coralina) uma fibra de guerreira e uma sabedoria simples, por vezes meio marota, feita de respeito e piedade pelo ser humano, sobretudo pelos que sofrem, mas também com um fundo de ironia mansa e de malícia sem maldade, um humor típico da gente do interior, um sarcasmo angelical (se é que há sarcasmo entre os anjos), mistura de humildade franciscana e revolta diante das estúpidas repressões da sociedade e da dureza dos costumes antigos, sob os quais se criou, foi educada e que lhe deixou marcas tão profundas na alma: 

Na casa antiga, castigos corporais e humilhantes, coerção,/ atitudes impostas, ascendência férrea, obediência cega./ Filhos foram impiedosamente sacrificados e despojados./ E para alguma rebeldia indomável, lá vinha a ameaça terrível, impressionante/ da maldição da mãe, a que poucos resistiam./ Do resto prefiro não esmiuçar.Os poemas de Vintém de Cobre são todos escritos neste tom simples e comunicativo, num lirismo quase de toada sertaneja, ricos de experiência humana. Talvez por pudor, ou autodefesa, nunca revelam toda a dureza dos fatos. Ficam nas meias-confissões. E por malícia são chamados de vintém de cobre quando, na realidade, constituem a mais pura e autêntica moeda de ouro.



Americanah, por Chimamanda Ngozi Adichie

Nascida no dia 15 de setembro de 1977 na Nigéria, Chimamanda Ngozi Adichie publicou seu primeiro romance, Hibisco roxo, em 2003. O segundo, Meio sol amarelo, ganhou o importante Orange Prize em 2007. A autora é voz importante na luta pelo direito das mulheres, tendo escrito,
inclusive, as obras Sejamos todos feministas e Americanah – uma história de amor implacável que trata de questões de raça, de gênero e de identidade. Bem-humorado, sagaz e sensível, esta obra é, além de um romance arrebatador, um épico contemporâneo.




Fim, de Fernanda torres

O romance de estreia de Fernanda Torres traz um grupo de amigos cariocas às voltas com a morte e as próprias frustrações. Com uma narrativa leve e a partir de diferentes pespectivas, Fernanda conta e reconta os fatos, deixando a história ainda mais rica e envolvente. Com Fim, seu primeiro romance, a atriz consolida sua transição para o universo das letras e mostra que, nesse âmbito, é uma artista tão completa quanto no palco ou diante das câmeras.








Veja a matéria completa:
→ 12 escritoras para ler em 2017










ESTANTE VIRTUAL. Disponível em:
< http://blog.estantevirtual.com.br/2017/01/12/12-escritoras-para-ler-em-2017/ >. Acesso: 08 fevereiro 2017

SKOOB. Disponível em:
< https://www.skoob.com.br/ >. Acesso: 08 fevereiro 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

CHICO BUARQUE CONQUISTA PRÊMIO FRANCÊS DE LITERATURA


De acordo com o site de notícias Brasil 247, o escritor e compositor brasileiro, Chico Buarque, foi vencedor do prêmio literário francês, Roger Caillois, na categoria Literatura Latino-Americana. Tal escolha é justificada em seu seu trabalho ao todo. Suas obras literárias são conhecidas na França pela editora Gallimard.

Criado por Roger Caillois, sociólogo e autor de críticas da literatura francesa, o Prêmio Roger Caillois ergueu-se em 1991 pelo PEN Club da França em parceria com a Casa da América Latina e a Sociedade dos escritores e amigos de Caillois, Tal premiação destaca Buarque junto a grandes autores internacionais, bem como Mario Vargas Llosa, vencedor do prêmio de mesma categoria.

A principal relação entre os livro de Chico Buarque está no uso de um personagem principal no masculino que permanece quase sempre alheio ao mundo exterior, como se fosse um estrangeiro onde quer que esteja. Assim, suas relações com os outros e com a sociedade é quase sempre mediada por essa imagem turva, labiríntica e alucinada na cidade contemporânea. Chico Buarque é um autor que procura e ousa, e na maioria das vezes chega bem perto de algum lugar muito relevante na história da literatura brasileira e da arte atual.

Confira abaixo as 5 melhores obras literárias de Chico Buarque:




Leite Derramado (2009) é o penúltimo livro do escritor e, por acaso, o pior. Conta a história de um velho que, na cama de um hospital, nos últimos momentos da vida, relembra o seu passado e tenta recompor sua história. A fixidez do velho e o excesso de lembranças que passam por eles, vindas desde o surgimento da família lá com os portugueses até à decadência socioeconômica do presente, desloca a narrativa daquilo que Chico vinha se especializando em fazer: montar um mundo alucinado. A memória, sempre mais lenta que qualquer gesto, esfria o livro e faz que tudo fique estático, imaginativo, burguês, como se Chico, enfim, tratasse da quantidade de tradições que ele próprio é obrigado a carregar e não consegue escapar. Parece o livro de um homem que vislumbra no retrovisor o fim da vida e precisa, de alguma forma, ficcionalizar as memórias a fim de que elas se tornem mais claras e palpáveis.




Recorrendo ao alegórico e ao grotesco, com singular equilíbrio formal, Chico Buarque nos oferece em “Fazenda Modelo” umanarrativa que, partindo da aparência incomum, leva o leitor às mais sérias meditações sobre o dia-a-dia. Segundo o editor Ênio Silveira, essa obra “planta em nossa consciência de leitores a semente que germinará, transformando-se em perguntas que nos faremos e em respostas que obrigatoriamente teremos de buscar dentro de nós
mesmos”.





Ópera do Malandro

Escrita em 1978, a peça retrata através da época Getulista os mecanismos da expansão capitalista no Brasil. Identificando o modo como isso se estrutura através da malandragem, Max Overseas, malandro carioca e bom vivant, acaba sucumbindo por não acompanhar esse processo de modernização. 
Nesta montagem, a peça é trazida para os dias atuais, compreendendo a malandragem como um sistema que se recicla e se aperfeiçoa através da história política e econômica do Brasil.





Budapeste

Ao concluir a autobiografia romanceada "O Ginógrafo", a pedido de um bizarro executivo alemão que fez carreira no Rio de Janeiro, José Costa, um escritor fantasma de talento fora do comum, se vê diante de um impasse criativo e existencial. Escriba exímio, "gênio", nas palavras do sócio, que o explora na "agência cultural" que dividem em Copacabana, Costa, meio sem querer, de mera escrita sob encomenda passa a praticar "alta literatura". Também meio sem querer, vai parar em Budapeste, onde buscará a redenção no idioma húngaro, "segundo as más línguas, a única língua que o diabo respeita". Narrado em primeira pessoa, combinando alta densidade narrativa com um senso de humor muito particular, "Budapeste" é a história de um homem exaurido por seu próprio talento, que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o caráter de espelhamento que permeia todo o romance, e que levaram o professor José Miguel Wisnik a afirmar que se trata de "um romance do duplo". Tenso e à vontade, cultivado e coloquial, belo e grotesco, "Budapeste" traz a perfeição narrativa de "Estorvo" e "Benjamim" e confirma Chico Buarque como um dos grandes romancistas brasileiros da atualidade.



O Irmão Alemão 

A narrativa se estrutura numa constante tensão entre o que de fato aconteceu, o que poderia ter sido e a mais pura imaginação. Na São Paulo dos anos 1960, o adolescente Francisco de Hollander, ou Ciccio, encontra uma carta em alemão dentro de um volume na vasta biblioteca paterna, a segunda maior da cidade. Em meio a porres, roubos recreativos de carros e jornadas nem sempre lícitas a livros empoeirados, surgem pistas que detonam uma missão de vida inteira. Ao tentar traçar o destino de seu irmão alemão, parece também estar em jogo para o narrador ganhar o respeito do pai, que, apesar dos arroubos intelectuais de Ciccio, tem mais afinidade com Domingos, ou Mimmo, seu outro filho, galanteador contumaz, leitor da Playboy e da Luluzinha, e sempre a par das novas sobre Brigitte Bardot. A despeito das tentativas de mediação da mãe, Assunta - italiana doce e enérgica, justa e com todos compreensiva -, a relação dos irmãos é quase feita só de silêncio, competição e ressentimento.
Num decurso temporal que chega à Berlim dos dias presentes, e que tem no horror da ditadura militar brasileira e nos ecos do Holocausto seus centros de força, O irmão alemão conduz o leitor por caminhos vertiginosos através dessa busca pela verdade e pelos afetos.





Fontes:

BRASIL 247. Disponível em:

NOTA TERAPIA. Disponível em:

SKOOB. Disponível em:
https://www.skoob.com.br/ >. Acesso: 03 fevereiro 2017

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

4 LIVROS DE MILTON HATOUM QUE VOCÊ PRECISA LER


Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos, grande obra que ganhou destaque após a adaptação para a TV  brasileira.


Hatoum costuma em suas obras falar de lares desestruturados com uma leve tendência política. Em suas duas últimas obras, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Milton Hatoum fez uma sutil crítica ao regime militar brasileiro.

Nascido em 1952, Milton Hatoum estreou na ficção com Relato de um certo Oriente, publicado em 1989 e vencedor do prêmio Jabuti de melhor romance do ano. O escritor e tradutor brasileiro, descendente de libaneses, trabalhou como jornalista cultural e foi professor universitário de História da Arquitetura. Em 1980 viajou como bolsista para a Espanha, onde morou em Madri e Barcelona. Depois passou três anos em Paris, onde estudou literatura comparada na Sorbonne.

Sob a crítica do autor, outros 4 excelentes livros de Hatoum, anterior a Dois Irmãos, foram premiados ganhando tradução em 12 línguas e publicadas em 14 países. Confira:



Após um longo período de ausência, uma mulher regressa a Manaus, cidade de sua infância. Deseja encontrar Emilie, a extraordinária matriarca de uma família libanesa há muito radicada ali. Encontra a casa desfeita — como desfeitas para sempre estão as casas da infância. Situado entre o Oriente e o Amazonas, este relato é a busca de um mundo perdido, que se reconstrói nas falas alternadas das personagens, longínquos ecos da tradição oral dos narradores orientais.





Órfãos do Eldorado

Na pele de personagens como Arminto e Dinaura, Florita e Estiliano, Milton Hatoum concentra — num relato de sonho e pesadelo, ambientado no final do ciclo seringueiro na Amazônia — a vasta matéria que vem explorando desde Relato de um certo Oriente, Dois irmãos e Cinzas do Norte. Numa cidade à beira do rio Amazonas, um passante vem procurar abrigo à sombra de um jatobá e, incauto ou curioso, dispõe-se a ouvir um velho com fama de louco. É o que basta para Arminto Cordovil começar a contar a história de Órfãos do Eldorado: a história de seu próprio amor desesperado por Dinaura, mas também a crônica de uma família, de uma região e de toda uma época que, à base da seiva da seringueira, quis encarnar os sonhos seculares de um Eldorado amazônico.




Cinzas do Norte

Cinzas do Norte, terceiro romance de Milton Hatoum, é o relato de uma longa revolta e do esforço de compreendê-la. Na Manaus dos anos 50 e 60, dois meninos travam uma amizade que atravessará toda a vida. De um lado, Olavo, de apelido Lavo, o narrador, menino órfão, criado por dois tios mal-e-mal remediados, que cresce à sombra da família Mattoso; de outro, Raimundo Mattoso, ou Mundo, filho de Alícia, mãe jovem e mercurial, e do aristocrático Trajano. No centro das ambições de Trajano está a Vila Amazônia, palacete junto a Parintins, sede de uma plantação de juta e pesadelo máximo de Mundo. A fim de realizar suas inclinações artísticas, ou quem sabe para investigar suas angústias mais profundas, o jovem engalfinha-se numa luta contra o pai, a província, a moral dominante e, para culminar, os militares que tomam o poder em 1964 e dão início à vertiginosa destruição de Manaus. Nessa luta que se transforma em fuga rebelde, o rapaz amplia o universo romanesco, que alcança a Berlim e a Londres irrequietas da década de 1970, de onde manda sinais de vida para o amigo Lavo, agora advogado, mas ainda preso à cidade natal.



Um solitário à espreita

Além de ficcionista, Hatoum também é cronista de mão cheia, espraiando seu texto leve e inteligente por diversas publicações. Dividido em quatro seções que dão conta de temas como língua e literatura, a realidade, a memória e os afetos, além de pequenas fabulações, Um solitário à espreita traz para a forma da crônica, este gênero tradicionalmente praticado por alguns dos melhores autores brasileiros, a visão de mundo e as opiniões de Milton Hatoum. O futuro da literatura, a dureza dos anos vividos sob o regime militar, a realidade cambiante das nossas grandes cidades – tudo isso vem embalado numa prosa tão gentil quanto especulativa, tão sagaz quanto calorosa. Um passeio delicioso, em suma.


Já leu algum desses citados acima? Comente abaixo ↓




ESTANTE VIRTUAL. Disponível:
< http://blog.estantevirtual.com.br/2017/01/31/milton-hatoum-muito-alem-de-dois-irmaos/ >. Acesso: 01 fevereiro 2017.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

6 LIVROS PARA SE PREPARAR PARA O ENEM



Mais de 8 milhões de pessoas realizaram a prova, fazendo do Enem o segundo maior exame nacional do mundo que dá acesso ao ensino superior, levando em torno de 600 mil pessoas na preparação e aplicação da prova em todo Brasil. A China assume o primeiro lugar, com mais de 9,4 milhões de estudantes este ano no Gaokao, uma espécie de "Enem chinês".

A prova, dividida em dois dias, mede não somente o conteúdo obrigatório do Ensino Médio, mas também a capacidade crítica, interpretativa e quão atualizados estão os alunos. Não há uma lista de leituras obrigatórias, mas alguns clássicos e autores aclamados são essenciais para entender a literatura brasileira e chegar preparado às provas previstas para o último trimestre.

Confira abaixo!




Capitães da areia

Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.



São Bernardo

O livro conta a história de Paulo Honório, um homem simples, que movido por uma ambição sem limites, acaba transformando-se em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas que se casa com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, onde não há espaço nem para a amizade, nem para o amor.



Bom crioulo

Bom Crioulo foi publicado em 1895 e é um dos primeiros romances brasileiros a abordar abertamente o tema da homossexualidade. A história de paixão e tragédia é baseada num fato real que escandalizou o Rio de Janeiro no século XIX.



Morangos mofados

O livro tornou-se um dos maiores sucessos editoriais da década de 80 ao mostrar o que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança estão presentes na série de contos que se entrelaçam como se fossem um romance. Os anseios dos anos 70 e a falta de perspectiva de concretizá-los são uma realidade que se mostra atual.



Auto da Compadecida

A história de João Grilo e Chicó, que andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, “o filme mais arretado do mundo”. Eles trabalham numa padaria e aproveitam a morte da cadela de dona Dora, mulher do padeiro, para ganhar um trocado. Para isto, organizam um enterro de luxo, em latim. João Grilo vive metido em confusões e, seu amigo Chicó é um covarde que gosta de contar mentiras. O medo, a morte, o céu e o inferno assombram os personagens da peça que usa dos recursos da literatura de cordel.



Claro enigma

Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo, como o soneto, e afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões.





Conteúdo extraído:

ESTANTE VIRTUAL. Disponível em:

< http://blog.estantevirtual.com.br/2017/01/23/livros-para-ficar-em-dia-com-o-enem/ >. Acesso: 25 de janeiro 2017

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A QUÍMICA, O NOVO LIVRO DE STEPHANIE MEYER



Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras. 


É contada a história de uma mulher que trabalhava para o governo americano, de forma que as informações de suas ações deveriam ser sigilosas. Ela é especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. 
A organização percebe que ela poderia ser um problema e passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo.
Um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver.
A autora contou em uma entrevista que havia estudado diversas maneiras de assassinato com apoio de especialistas na área de criminalista e outros. A autora ainda brinca dizendo que ela poderia ser presa caso decidissem investigar suas pesquisas na internet.
A Química começou a ser trabalhado em 2010 enquanto rolavam as gravações do último filme de Meyer. O novo gênero adotado pela autora acabou por despertar em seus fãs expectativas positivas, mas também houve descontentamento de outros já acostumados com seu gênero vampiresco, principalmente por não se tratar de Midnight Sun. 
A autora deixa claro a sua posição sobre as próximas obras e diz que pretende explorar novas possibilidades e criar novas obras, afirmando também que se encontra entediada com gênero de seu primeiro sucesso. É algo a se levar em consideração, afinal, depois e durante a saga Crepúsculo surgiram inúmeras obras de romance envolvendo vampiros, lobos e garotas indefesas.

Fonte:
MIDLEJ, Roberto. CORREIO. Disponível em:
< http://www.correio24horas.com.br/single-entretenimento/noticia/novo-livro-de-stephanie-meyer-autora-de-crepusculo-mistura-romance-e-thriller/?cHash=d379ed2a5576239b9ec93171532fb0d5 >. Acesso: 17 janeiro 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

MORRE AOS 91 ANOS, ZYGMUNT BAUMAN















Zygmunt Bauman, sociólogo polonês conhecido como o criador do conceito da "modernidade líquida", estudou os efeitos do individualismo e da sociedade de consumo. 

Bauman nasceu em Poznan, Polônia, no dia 19 de novembro de 1925. No dia 09 de janeiro de 2017, aos 91 anos, ele faleceu na cidade de Leeds, na Inglaterra, onde morava. A notícia da morte foi divulgada pelo jornal Gazeta Wybocza, mas sua causa ainda não foi divulgada.

Bauman serviu na Segunda Guerra Mundial pelo exército da União Soviética e conheceu a esposa, Janine, nos acampamentos de refugiados polacos. Graduou-se em sociologia na URSS, mas iniciou a carreira na Universidade de Varsóvia, de onde foi afastado em 1968, após ter vários livros e artigos censurados. Saiu da Polônia após sofrer perseguições anti-semitas e, na Grã-Bretanha, tornou-se professor titular da Universidade de Leeds. Recebeu os prêmios Amalfi, em 1989, e Adorno, em 1998. Foi professor emérito de Sociologia das universidades de Leeds e de Varsóvia.

Seus trabalhos mais conhecidos são Amor líquido, Isto não é um diário e Aprendendo a pensar com a Sociologia. Conheça 10 obras do autor!


Ensaios sobre o conceito de cultura

A cultura – ensina Bauman – é um inimigo natural da alienação, um audacioso movimento humano para se libertar da necessidade e conquistar a liberdade de criação. Nesse livro, o sociólogo faz uma revisão crítica do conceito de cultura nas ciências sociais, percorrendo um longo caminho, que vai dos gregos antigos até o pós-estruturalismo. Em cada um dos três ensaios, examina as principais correntes de pensamento que estudaram o significado da cultura na sociedade.




Isto não é um diário

Neste inspirado diário, Bauman oferece fragmentos organizados em que comenta com sua habitual agudeza o que leu nos jornais, viu na televisão, soube por outros, enfim, os principais temas da sociedade contemporânea. Com uma simplicidade invejável, ensina a ler e a pensar sobre o que vivemos.






Globalização: As consequências humanas

Sem oferecer todas as respostas sobre o tema, o sociólogo mostra as raízes e as consequências do processo de globolizaçãol, e dispersa um pouco da névoa e da banalização que cercam este termo. Numa análise instigante, Bauman convida os leitores a uma reflexão sobre os efeitos da globalização – premissa supostamente inquestionável a respeito do nosso modo de vida – na política, na economia, nas estruturas sociais e até em nossas percepções de tempo e espaço.




Estado de crise

A crise mais séria da modernidade, a de 1929, foi habilmente contornada pelo Estado. Contudo, a crise pela qual hoje passamos é diferente. No mundo globalizado, os governos estão cada vez mais impotentes para gerenciá-la, e os cidadãos, cada vez mais insatisfeitos com seus governantes. Neste livro indispensável, ambos autores debruçam-se sobre o atual contexto para debater esta nova – e nada passageira – crise mundial, fazendo uma análise inédita das questões que a sociedade líquida vem enfrentando.




O Mal-estar da Pós-Modernidade

Neste livro, o sociólogo Zygmunt Bauman mostra que a marca da pós-modernidade - ou seu valor supremo - é a 'vontade de liberdade' que acompanha a velocidade das mudanças econômicas, tecnológicas, culturais e do cotidiano. Daí resulta um mundo vivido como incerto, incontrolável e assustador - bem diverso da segurança projetada em torno de uma vida social estável, ou em torno da ordem, como pensava Freud em 'O malestar na civilização'.





Em Busca da Política

O argumento central desse livro reside na idéia de que a liberdade individual só pode ser produto do trabalho coletivo, ou seja, só pode ser garantida coletivamente. Entretanto, como mostra Zygmunt Bauman, hoje rumamos para a privatização dos meios de assegurar esta liberdade – projeto que, se pretende ser um tratamento contra os males atuais, está fadado aos mais funestos resultados. Em mais um brilhante ensaio, Bauman busca tornar novamente possível a arte de traduzir os problemas pessoais em questões de ordem pública – imperativo vital e urgente para a renovação da política. Uma verdadeira investigação sobre a relação entre a estrutura do mundo atual e a maneira como nele vivemos.




A Sociedade Individualizada


A individualização se tornou o destino de todo habitante de uma grande cidade contemporânea, não uma opção. A sociedade estimula os indivíduos a agirem em função dos problemas e medos que surgem diariamente. E, ao tentar fazer com que as vidas tenham sentido, os homens tendem a culpar suas próprias falhas e fraquezas pelos desconfortos e derrotas que enfrentam. Para o renomado sociólogo polonês Zygmunt Bauman a reação só leva a mais isolamento. O pensador vai fundo nessa teoria e mostra como a sociologia pode contribuir para conectar as decisões e ações individuais aos medos e questionamentos mais profundos do ser humano.


Capitalismo parasitário

O aclamado sociólogo Zygmunt Bauman lança nesse novo livro o seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo: cartões de crédito, anorexia, bulimia, a crise financeira de 2009 e suas possíveis soluções, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a cultura como balcão de mercadorias... Todos são fenômenos que colaboram para o mal-estar dominante em nossas sociedades, e estão brilhantemente relacionados ao conceito de liquidez desenvolvido pelo sociólogo. Aspectos tão diferentes são articulados de maneira densa, produzindo uma compreensão singular das raízes desse mal-estar.
Mais uma vez, as ideias de Bauman orientam e iluminam nossa compreensão da atualidade, tocando na raiz dos problemas da vida cotidiana.


Vida para consumo

Um dos mais perspicazes pensadores da atualidade, Bauman nos revela a verdade oculta, um dos segredos mais dissimulados da sociedade contemporânea: a sutil e gradativa transformação dos consumidores em mercadorias. As pessoas precisam se submeter a constantes remodelamentos para que, ao contrário de roupas e produtos que rapidamente saem de moda, não fiquem obsoletas. Bauman examina ainda o impacto da conduta consumista em diversos aspectos da vida social: política, democracia, comunidades, parcerias, construção de identidade, produção e uso de conhecimento. E dá especial atenção ao mundo virtual: redes de relacionamento, como Orkut e MySpace, não refletem a idéia do homem como produto?


A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós?

Depois de décadas afirmando-se que o mercado seria responsável por corrigir as disparidades de renda entre pobres e ricos, pesquisas e estatísticas oficiais atestam justamente o contrário: os ricos estão cada vez mais ricos enquanto os pobres cada vez mais pobres.
Neste livro conciso e indispensável, Zygmunt Bauman enfrenta o problema e desmonta, uma a uma, as proposições errôneas que sustentam a ideia de que a riqueza de poucos beneficia todos nós. 






ESTANTE VIRTUAL. Disponível em:
< http://blog.estantevirtual.com.br/2017/01/09/morre-o-sociologo-zygmunt-bauman/ >. Acesso: 10 janeiro 2017

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

'COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ' BATE O RECORD NO BRASIL EM 2016



De acordo com o levantamento do PublishNews, o best-seller Como eu era antes de você, da britânica Jojo Moyes, bateu o record de o mais vendido dos livros no Brasil em 2016.


A obra de Moyes, lançada através da editora Intrínseca, vendeu 352.330 unidades no ano passado. É de se esperar, uma vez que uma obra ganha uma adaptação cinematográfica contribui e muito com o sucesso da autora. A continuação, Depois de você, ficou com o terceiro lugar da lista com 228.073 exemplares vendidos. O segundo lugar ficou com Ruah, do Padre Marcelo Rossi, com 228.232 exemplares.


Em quarto lugar ficou a obra O diário de Larissa Manoela, da atriz mirim Larissa Manoela com 178.936 livros. O livro da saga do bruxo mais famoso do mundo, Harry Potter e a criança amaldiçoada, considerado o oitavo livro da série idealizada por J.K Rowling, ficou em quinto com pouco mais de 170 mil livros vendidos, o que pode ser considerado um tremendo sucesso já que a obra (a versão brasileira) foi lançada em outubro.


Veja a lista do Ranking:
1 - Como eu era antes de você, Jojo Moyes (Intrínseca) - 352.330
2 - Ruah, Padre Marcelo (Principium) - 228.232
3 - Depois de você, Jojo Moyes (Intrínseca) - 228.073
4 - O diário de Larissa Manoela, Larissa Manoela (HarperCollins Brasil) - 178.936
5 - Harry Potter e a criança amaldiçoada, J.K Rowling (Rocco) - 170.130
6 - AuthenticGames, Marco Túlio (Astral Cultural) - 144.053
7 - Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, Ransom Riggs (LeYa) - 133.776
8 - Ansiedade, Augusto Cury (Saraiva) - 129.580
9 - A coroa, Kiera Cass (Seguinte) - 110.899
10 - Muito mais de 5inco minutos, Kéfera Buchmann (Paralela) - 104.548
11 - Dois mundos, um herói, RezendeEvil (Suma de Letras) - 101.730
12 - Segredos da Bel para meninas, Bel/Fran (Única) - 99.565
13 - Grey, E.L James (Intrínseca) - 99.008
14 - O poder da ação, Paulo Vieira (Gente) - 98.298
15 - Philia, Padre Marcelo (Principium) - 97.957
16 - O diário de Anne Frank, Mirjam Pressler/Otto H.Frank (Record) - 95.315
17 - Lava Jato, Vladimir Netto (Primeira Pessoa) - 80.931
18 - O homem mais inteligente da história, Augusto Cury (Sextante) - 78.965
19 - Herobrine: A lenda, Pac e Mike (Geração Jovem) - 78.233
20 - A garota no trem, Paula Hawkins (Record) 77.581


UAI. Disponível em:
< http://www.uai.com.br/app/noticia/artes-e-livros/2017/01/04/noticias-artes-e-livros,199698/como-eu-era-antes-de-voce-e-o-livro-mais-vendido-no-brasil-em-2016.shtml > Acesso: 06 janeiro 2017